Garena Free Fire: inclusão social através de games

Garena Free Fire é um Battle Royale que tem feito sucesso por ser acessível e rodar até em celulares mais simples. Saiba como ele promove inclusão social!
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Já não é mais novidade que o universo dos games cresce a cada dia. Afinal, foi estimado pela Newzoo que, só em 2020, a receita desse mercado ficasse em torno de US$159,3 bilhões. Além disso, o e-Sports deve movimentar US$ 180 bilhões em 2021. E um dos fenômenos que proporcionam esses números elevados é o Garena Free Fire.

O motivo é simples: o sucesso desse jogo online se deve pelo fato da sua acessibilidade. O game é gratuito e roda até mesmo no celular. Portanto, possibilita que muitos jovens, inclusive de baixa renda, ingressem nas partidas e competições — como a Taça das Favelas.

Além da inclusão social proporcionada pelo Garena Free Fire, sobretudo no Brasil e na América Latina, os jogadores ultrapassam barreiras dentro e fora do jogo. Isso porque muitos têm a chance de se tornarem profissionais, movimentando ainda mais o cenário competitivo.

Neste post, vamos falar justamente sobre isso. Por aqui, você fica por dentro dos pro-players do momento e das principais competições. Também vai descobrir algumas curiosidades sobre o jogo e detalhes de como o Garena Free Fire promove essa inclusão social. Vamos começar?

Garena Free Fire: o que é e como surgiu?

Criado em 2017 pela desenvolvedora de jogos Garena, o Free Fire é um Battle Royale disponível para download gratuito. Os jogadores podem baixar o game pelo computador, via emulador, ou pelo celular (Android ou iOS).

Em Android, por exemplo, é necessário um sistema operacional igual ou superior a 4.0, com 1GB de RAM e 600MB de memória. Já no iOS, é possível jogar na versão 8.0 ou acima, com a mesma quantidade de RAM e memória livre no celular.

Como se trata de um jogo online, as atualizações do Garena Free Fire são constantes e não existem nem hacks nem códigos para recarregar diamantes. Assim, o game mobile tem uma jogabilidade bem similar ao Fortnite, por exemplo.

O objetivo do jogo é permanecer vivo por, pelo menos, 10 minutos em uma ilha remota. São 50 jogadores por vez, e é possível escolher o local que você quer aterrissar para dar início à sua luta pela sobrevivência.

Dá para usar armas, coletar outros itens, dirigir veículos, buscar esconderijos e enfrentar diretamente os inimigos. Afinal, como o próprio nome diz, no game é “fogo livre”. E conquistou muita gente, já que o jogo está sempre na lista dos mais baixados da Google Play Store.

Os modos de jogo do Garena Free Fire

Em 2020, o Garena Free Fire atingiu mais de 80 milhões de jogadores ativos por dia. E vale lembrar que é possível jogar em quatro modos diferentes — treinamento, clássico, ranqueado e contra squad. Veja a seguir as características de cada um:

  • ilha de treinamento — dividido em zona de combate e clube de mira, é dedicada para treinar suas habilidades e aperfeiçoar seu jogo com as mecânicas das armas disponíveis. Também ajuda a conhecer melhor as movimentações dos jogadores;
  • modo clássico — são três mapas para jogar solo, duo ou squad. Em Bermuda, Purgatório ou Kalahari, você tem o objetivo de eliminar adversários e sobreviver. Costuma ser usado para treinar estratégias de jogo, já que o modo reúne mais jogadores iniciantes e bots;
  • modo ranqueado — aqui já entra o modo competitivo do Garena Free Fire, em que os jogadores acumulam pontos para subir de patentes. Para jogar, você precisa ter, pelo menos, nível cinco de experiência. Lembrando que as subdivisões são bronze, prata, ouro, platina, diamante, mestre e desafiante;
  • contra squad — nesse modo, são dois squads de quatro membros cada um jogando nos mapas Bermuda ou Kalahari. Assim, o jogo decide quem é o melhor squad em sete partidas, sendo cada round de um minuto e meio. É possível se equipar antes, com armas e itens de proteção.

Considerado um dos games multiplayer mobile mais badalados do momento, o Garena Free Fire é relativamente leve. Isso por conter gráficos bons e uma variedade interessante de armas e equipamentos. Também é possível usar um chat para falar com os aliados em partidas de equipes.

A sua jogabilidade simplificada e o acesso gratuito atraem muitos jogadores. Apesar de não permitir uma customização maior dos personagens, o game roda sem travar, até nos dispositivos eletrônicos mais antigos.

Quais são as competições de Free Fire?

Como você viu, a partir do modo ranqueado é possível competir. E o cenário competitivo é justamente outro ponto forte do Garena Free Fire. O game segue a tendência do e-Sports, com competições nacionais e até internacionais.

Aqui no Brasil, por exemplo, temos a Liga Brasileira de Free Fire (LBFF), o World Series, a Taça das Favelas de FF e a Liga LATAM. Conheça agora um pouco mais sobre cada uma delas!

Liga Brasileira de Free Fire

A LBFF é a liga que organiza o principal torneio de Free Fire no Brasil. Os jogadores podem disputar em três divisões diferentes: A, B e C. Em todas elas, a pontuação final depende das posições conquistadas e dos abates dos adversários.

O mais bacana é que os times formados ganham nome e reconhecimento dentro do universo do Battle Royale da Garena. Ainda não têm a mesma visibilidade do futebol, por exemplo, mas alguns até carregam referências, como o Flamengo B4 e o Corinthians.

Free Fire League LATAM

O campeonato de e-Sports mais assistido do mundo, considerando março de 2021, foi o Free Fire League LATAM. Para se ter ideia, a final do campeonato atingiu um pico de quase 1,5 milhão de espectadores simultâneos.

Vale lembrar que a liga latina de Free Fire concede vaga ao Free Fire Continental Series: Americas. E, claro, os melhores disputam o mundial, que vamos falar daqui a pouco. O campeonato fez tanto sucesso que, em 2020, foi transmitido ao vivo em TV aberta no Peru.

Taça das Favelas de Free Fire

Por aqui, o Garena Free Fire também faz muito sucesso. Quem curte futebol de campo já deve ter ouvido falar da Taça das Favelas, uma competição tradicional das periferias, que teve início em 2012.

Acontece que, por conta da pandemia em 2020, o evento foi incluído no universo do e-Sports. A desenvolvedora Garena se uniu à Central Única das Favelas (CUFA) para organizar a primeira edição da Taça das Favelas de Free Fire. O projeto contou, inclusive, com a parceria da Rede Globo.

Essa competição é um exemplo vivo de como o jogo promove a inclusão social. O torneio, voltado para jovens das favelas de todo o Brasil, reuniu equipes de todos os Estados, acredita? Foram mais de mil times na etapa estadual para disputar 36 vagas na fase nacional.

Com o mesmo formato da LBFF, o campeonato dividiu as equipes classificadas em três grupos. Foram 12 equipes finalistas na disputa de seis partidas, utilizando os três mapas do game. A campeã da primeira Taça das Favelas de Free Fire foi a Divinéia. O prêmio? R$ 15 mil. No pódio, ficaram mais duas equipes, que garantiram R$10 mil e R$ 5 mil, no segundo e terceiro lugares.

Free Fire World Series

Esse é o Campeonato mundial do Garena Free Fire, que reúne as melhores equipes. Em duas edições anuais, o torneio conta com os pro-players dos principais servidores. Sua primeira edição aconteceu em 2019, na Tailândia. Já a segunda, no mesmo ano, ocorreu no Rio de Janeiro — e o time campeão também foi brasileiro, o já mencionado Corinthians.

Quem faz sucesso no game hoje?

Por falar nos pro-players, vale a pena conhecer mais sobre os jogadores que estão fazendo sucesso no universo das competições de Garena Free Fire. E é interessante notar que os maiores campeões são, em sua maioria, todos de origem humilde.

Isso se explica justamente pelo que já falamos sobre o jogo, que é bastante acessível. Vamos conferir um pouco mais os principais gamers do momento?

Gustavo Nunes — Gusta

Gustavo Nunes, conhecido como Gusta, surgiu no cenário competitivo de Free Fire em 2020. Ele venceu a Taça das Favelas, com a sua equipe da comunidade de Divinéia, em Paranaguá (PR).

Hoje, ele atua pela NewX Gaming e Team Sintonia, ao lado de Pedro Paulo, o Diniz.av. Eles disputam na série B da Liga Brasileira de Free Fire, rumo à elite do jogo no Brasil.

Pedro Paulo — Diniz.av

O sonho de criança, de ser jogador de futebol, foi reformulado e se tornou realidade. Hoje, conhecido como Diniz.av, Pedro Paulo se destaca no cenário de Free Fire como pro-player.

A Taça das Favelas, como falamos acima, foi uma das primeiras de muitas conquistas que vêm pela frente. Ele costuma treinar cerca de 10 horas diárias, com o objetivo de chegar à elite brasileira do Garena Free Fire — a série A da LBFF.

Rodrigo Fernandes — El Gato

Rodrigo é hoje um dos maiores nomes brasileiros quando o assunto é Free Fire. De Rondônia, tem muitos fãs devido às lives que faz enquanto joga o Battle Royale. Conhecido como El Gato, ele produz conteúdo e streamings em seu canal no Nimo TV, com mais de 3 milhões de seguidores.

Já no YouTube, o gamer tem mais de 8 milhões de seguidores, sem falar dos 4 milhões no Instagram. Isso faz dele não só um pro-player de peso, mas um influenciador digital nesse segmento dos jogos online.

Everton Lima — UbiTa

Outro nome famoso no cenário brasileiro é o UBiTa, ou Everton Lima, para os íntimos. Esse jogador carioca entrou para as competições de Free Fire em 2020, mas já se tornou campeão mundial no primeiro torneio internacional de contra squad, o Streamers Showdown.

Ele é integrante da equipe paiN Gaming, uma das maiores organizações de e-Sports do Brasil. Do subúrbio do Rio de Janeiro, sempre acompanhou campeonatos de games de PC, mas não participava, pois não tinha equipamentos bons para rodar os jogos. O Free Fire, nesse sentido, abriu as portas para o jogador mostrar seu talento.

Samuel dos Santos Lima — Level Up 007

Esse é, talvez, uma das maiores personalidades de Free Fire atualmente no Brasil. Assim como El Gato, tem milhões de seguidores nas redes sociais. Samuel foi contratado pelo time do Corinthians, além de fazer parte da Seleção Brasileira.

O baiano, que é o jogador mais novo da turma da seleção, joga profissionalmente. A carreira promissora o levou, inclusive, a amadurecer bastante, por ter ido morar sozinho.

Como o Garena Free Fire promove a inclusão social?

Um jogo que não exige grandes investimentos, com certeza, atrai jogadores talentosos de todas as classes sociais. Portanto, é um game inclusivo, que permite a diversidade no cenário competitivo. É o que vimos, acima, em relação aos principais pro-players do momento nos torneios de Garena Free Fire.

O Battle Royale da Garena é um fenômeno justamente por ser acessível. Isso, sem perder em experiência e qualidade de gráficos e mapas elaborados, por exemplo. Além disso, o universo das competições mostra que é possível fazer carreira e viver profissionalmente como jogador.

Essa é uma porta interessante que se abre para muitos jovens de periferias, que encontram no jogo mobile uma forma de fazer acontecer. Com download gratuito e sem a necessidade de equipamentos caros, qualquer pessoa pode começar e desenvolver suas habilidades.

Vale ressaltar que essa realidade ajuda bastante no crescimento do mercado mobile. Afinal de contas, os jogos de smartphones estão se consolidando cada vez mais no gosto dos usuários. E a pandemia influenciou bastante nesses resultados!

Segundo o estudo da Newzoo, que mencionamos lá no início, esse segmento fatura em média US$ 77 bilhões. De fato, com o isolamento, muita gente encontrou nos games uma maneira de se manter em casa. E os smartphones, com certeza, são aparelhos mais democráticos que consoles e PCS.

O que você ainda não sabe sobre o Garena Free Fire?

Até aqui, vimos bastante coisa sobre o Garena Free Fire, mas ainda existem algumas curiosidades interessantes em relação a esse Battle Royale. E a primeira delas é que o jogo foi desenvolvido em uma engine tão acessível quanto o próprio game: o Unity, usado bastante em estúdios pequenos e iniciantes.

Por mais que a Garena seja uma gigante avaliada em US$ 1 bilhão, considerada uma das maiores desenvolvedoras de jogos do mundo, ela mostrou que é possível fazer mais com menos. Isso fez com que, nos primeiros meses de lançamento, já houvesse milhões de downloads no mundo inteiro.

Para quem não sabe, a primeira versão do Garena Free Fire tinha pouco mais de 30MB de download. Isso mostra o quanto é fácil baixar e rodar esse game em praticamente qualquer celular ou PC do mercado. Daí o sucesso, sobretudo em países menos desenvolvidos, tanto na Ásia quanto na América Latina.

Aliás, é interessante falar que o jogo tem personagens com habilidades especiais — e únicas. Por mais que a desenvolvedora nunca tenha confirmado essa informação oficialmente, alguns deles são, inclusive, baseados em personalidades tanto reais quanto fictícias.

Um exemplo disso é a personagem Kelly, que é bastante inspirada na Takako, do filme Battle Royale. Já Miguel se parece bastante com o Capitão Nascimento, do longa brasileiro Tropa de Elite. E a Misha pode ser comparada com facilidade à Cindy, de Final Fantasy XV. Chrono, por sua vez, é um personagem inspirado no jogador de futebol Cristiano Ronaldo.

Isso sem falar de outras relações com alguns nomes do universo pop, como Anitta, Mano Brown e Alok. O DJ brasileiro, por exemplo, é uma parceria oficial, resultado de um marketing bem agressivo do jogo. Ele até fez a música de abertura do mundial em 2018, intitulada “Vale, vale”.

Além dos personagens, algumas partes dos mapas do jogo também são baseadas em referências reais. Em Purgatório, por exemplo, há uma região chamada Brasília. Já o mapa Bermuda tem exatamente o mesmo formato da ilha, que fica em Cingapura. Quem joga ainda pode perceber algumas outras referências de cidades famosas.

O que fazer para começar?

O Garena Free Fire não para de crescer em número de jogadores ao redor do mundo. Além do público ativo nas periferias, até celebridades e atletas famosos estão entrando na onda do game online e criando seus times. Ou seja, tem espaço para todo mundo!

Quem gosta de encarar novos desafios e conhecer games diferentes, pode se aventurar no Free Fire facilmente. Contudo, algumas dicas são válidas para ter uma performance mais interessante no jogo. E a primeira delas é manter o seu aparelho sempre “limpo”.

É claro que o game mobile roda em praticamente qualquer celular ou PC, mas manter a máquina em bom estado é fundamental. Por isso, lembre-se de passar um antivírus regularmente, por exemplo, e não sobrecarregar a memória com muitos arquivos e aplicativos ou programas instalados.

Como as partidas ranqueadas são divididas em patentes — o que ajuda a equilibrar o jogo —, é interessante adotar algumas medidas. Elas ajudam você a se aproximar do booyah, ou seja, a vitória na partida.

Conferir melhor as armas a serem usadas e as zonas seguras são algumas delas. Veja algumas dicas bacanas para mandar bem no Garena Free Fire:

  • escolher bem o local de saltar — todo mundo quer cair em um lugar com bons loots para conseguir os melhores equipamentos, mas esse local costuma ser o mais disputado pelos outros jogadores. Afinal, de nada adianta conseguir uma boa arma, se você estiver cercado de adversários;
  • evitar campos abertos — essa atitude é fundamental se você quiser se manter por mais tempo na partida, por isso, tente ficar ao máximo nas zonas seguras. Aliás, em campeonatos, é comum ver as equipes batalhando para dominar justamente os locais considerados mais seguros no mapa;
  • não ficar com o personagem parado — em um jogo tão dinâmico, não é uma boa ideia ficar muito tempo parado em um mesmo lugar. Por mais que esteja escondido, ou mirando em alguém, tente mexer o personagem um pouco, porque você também pode estar na mira de algum adversário;
  • montar um bom conjunto de armas e equipamentos — como dissemos, é igualmente importante analisar bem quais armas pegar. Cada uma vai ter um defeito e uma qualidade, então, o jeito é saber usá-las a seu favor, dentro do seu estilo de jogo. Para ter um bom desempenho, monte um conjunto favorável de itens que vão realmente ajudar na sua missão.

Além de saber o que fazer, é bom ficar de olho no que evitar, não acha? Então, para se manter por mais tempo no jogo e até subir de patentes, pode ser válido ter alguns cuidados:

  • em ranqueadas, nunca se separe do seu squad, porque talvez você precise de uma ajuda se for derrubado pela equipe oponente;
  • também não é muito bom lootear em excesso, principalmente se você já tem o que precisa. Em vez de ir atrás de mais equipamentos, confie no seu conjunto e se concentre no jogo, procurando por oponentes em situação vulnerável;
  • evite ainda andar com a arma na mão, principalmente em momentos que vai ficar exposto no mapa, porque isso faz sua movimentação ficar mais rápida e, logo, mais difícil de ser rastreada;
  • pode até parecer difícil no início, mas vale a pena usar a parede de gel mais vezes, se quiser se dar bem no modo ranqueado. É uma defesa provisória estratégica, que pode ser decisiva para uma sobrevivência em um confronto;
  • o personagem também ajuda na performance do jogo, já que cada um tem habilidades especiais. Então, depois de destravar mais opções, vale a pena ficar de olho nesse detalhe. Com a Nikita, por exemplo, sua velocidade de recarregar uma metralhadora aumenta em 4%, enquanto a Kelly corre 1% mais rápido.

Apesar de ser possível investir em pagamentos reais para destravar algumas funcionalidades, o mais legal do game é, de fato, jogar. Com determinação e poucos recursos, é possível trilhar uma jornada interessante no Free Fire.

É o que vemos nas periferias, com tantos pro-players se tornando destaques mundiais. Por isso, o Garena Free Fire é uma excelente oportunidade não só de diversão, mas de inclusão social e de inspiração para quem quer seguir carreira no e-Sports.

E você, já jogou Garena Free Fire? Gosta desse estilo de game e sabia dessa capacidade de promover a inclusão social nesse mercado? Deixe aqui o seu comentário se conhece mais algum caso em que isso acontece no universo dos games!

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